Seminário técnico organizado pela Proex discute rejeitos da Vale em Brumadinho

Auditório cheio para discutir consequências da tragédia da Samarco. Foto: Flávio Marcio Alves de Brito Andrade / Proex

Na quarta-feira, dia 29/05, às 17h aconteceu o seminário técnico com o tema: “O que fazer com os rejeitos de Brumadinho?”. O evento promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) juntamente com a Pró-reitoria de Extensão (Proex) tem como objetivo levantar propostas técnicas da sobre temas específicos que possam ser apresentadas posteriormente ao Ministério Público, a órgãos ambientais e a outras instâncias ligados a Brumadinho.

Professores/as e alunos/as de cursos distintos reuniram-se no auditório da Fundação Gorceix e discutiram possíveis soluções para a retirada do rejeito da Vale de Brumadinho. Os professores tiveram 10 minutos cada um para apresentar seus projetos e argumentos sobre a questão. A abertura do evento foi feita pelo pró-reitor de Extensão, professor Marcos Knupp. Em seguida, a professora Adivane Terezinha Costa, graduada em Engenharia Geológica pela Universidade Federal de Ouro Preto, falou sobre os riscos do rejeito à saúde e da má instrução de profissionais na construção das barragens.

Na sequência, o professor Paulo de Tarso, mestre em Evolução Crustal e Recursos Naturais pela Ufop, apresentou termos técnicos da geologia para explicar o que aconteceu nos locais de riscos e possíveis soluções para a retirada do rejeito. Rodrigo Bianchi, professor de física e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo (Nite) da Ufop, trouxe propostas de artesanato com o material. A ideia é reunir as vítimas do colapso da barragem em grupos de artesanato utilizando o rejeito como matéria-prima, assim essas pessoas poderiam transformar o desastre em empreendedorismo. “É preciso recriar cenas e manter as histórias”, disse.

Logo em seguida a professora Luana de Carvalho, doutoranda e mestre Engenharia Civil pela Ufop, apresentou o Grupo Reciclos (Grupo de Pesquisa em Resíduos Sólidos), que busca soluções para viabilização técnica, econômica e ambiental da reutilização de resíduos sólidos. O grupo e vem estudando a possibilidade de construir tijolos com os rejeitos; o material é produzido em laboratório e seria uma solução viável para o problema em Brumadinho e nas cidades atingidas.

Dulce Maria Pereira, graduada em Arquitetura e Urbanismo, falou de sustentabilidade e sobre a pesquisa que desenvolve em ecotecnologias e materiais para a redução do uso de recursos naturais, com ênfase em professora edificações, organização espacial e ensino. Quem finalizou a discussão foi Tatiana Ribeiro de Souza, doutora em Direito Internacional pela PUC-MG, falando sobre os princípios da prevenção. A professora fez uma crítica à Vale e apontando a irresponsabilidade a da empresa com a população, finalizando as falas da palestra. Em seguida, todos participaram dos debates que encerraram o evento, no saguão da Escola de Minas.

Leia mais sobre a proposta do Observatório da Cidade em 2019.

Sabrina M. Pereira

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