Dinâmica do molde ensina respeito às diferenças

No dia 5 de setembro, as crianças da Escola Municipal Bento Rodrigues aprenderam sobre respeito às diferenças de uma maneira divertida. Ministrada pelas bolsistas do projeto Novos Sujeitos de Futuras Histórias, a dinâmica do molde mostrou às crianças como cada pessoa é um ser único cheio de particularidades.

O projeto é trabalhado com as crianças do 2o período da Educação Infantil desde 2016 e os efeitos de ensinar sobre igualdade de gênero já podem ser vistos na sala de aula. No começo, as bolsistas observaram que meninos e meninas não se misturavam, também porque as brincadeiras eram separadas por um viés de gênero. A partir de então, as oficinas procuravam sempre trabalhar com a união e levavam essa consciência para a professora da turma.

Neste ano as coisas mudaram. Com o apoio da professora da turma, as mesas em sala de aula passaram a ser dispostas sempre com um menino e uma menina juntos, que sentam um de frente ao outro. Como uma forma de aproveitar e incentivar essa mudança, a oficina do molde adotou essa dinâmica.

Cada aluno recebeu uma folha com molde de um corpo humano, sem gênero. A partir dela, elas  tinham que fazer um retrato do colega que estava à sua frente. A mesma oficina foi ministrada também no 1o período e os resultados foram ótimos. As crianças se envolveram com a dinâmica e fizeram além do que foi pedido, desenharam cada detalhe do coleguinha, como: brincos, estampas e cores das roupas que usavam, estilo do cabelo e cor da pele.

Com os desenhos prontos, eles foram apresentados para toda a turma, que tinha de adivinhar quem era o colega do desenho. Nas duas turmas, ao final da oficina, as bolsistas ressaltaram como os moldes estavam diferentes uns dos outros, como cada aluno tinha um tom de pele, um jeito de se vestir e de usar o cabelo. E que as nossas peculiaridades nos tornam únicos e devemos respeitar o outro, independente das diferenças, afinal, ninguém é igual a ninguém.

Para encerrar o dia de atividades, as crianças do 1o período ainda participaram da brincadeira da batata quente. Toda vez que a bola parava na mão de uma criança, ela era questionada sobre algo que é classificado como de menino ou menina. Depois de ouvir a resposta, elas eram questionadas sobre os motivos. As bolsistas explicavam então que não existe essa divisão entre cor, brincadeira e profissão de menino e menina, todos podemos ser e fazer o que quisermos.

Por Karina Santos

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